| Prazo
de impostos pode ser flexibilizado para ajudar empresas,
diz Mantega
Questão foi levantada pelo
presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, que defendeu
o aumento no prazo de recolhimento de impostos para
aliviar o caixa das médias e pequenas empresas
Eduardo Cucolo
O ministro da Fazenda, Guido Mantega,
disse hoje que a flexibilização no prazo
de recolhimento de impostos está entre as novas
medidas estudadas pelo governo para ajudar as empresas
brasileiras nesse momento de aperto de crédito
na economia.
"Essa medida está sendo
cogitada, mas temos de olhar o impacto sobre as contas
públicas, sobre a arrecadação.
Nós temos de olhar os dois lados, mas estamos
vendo essa questão", afirmou o ministro
durante evento realizado hoje pela CNI (Confederação
Nacional da Indústria).
A questão foi levantada pelo
presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, que defendeu
o aumento no prazo de recolhimento de impostos para
aliviar o caixa das médias e pequenas empresas.
Durante debate promovido pela entidade,
ministro da Fazenda afirmou que já há
falta de crédito no Brasil para capital de
giro das empresas e também para as exportações,
mas que esses problemas são bem menores do
que nas economias mais avançadas.
Mantega disse também que é
natural que os bancos brasileiros estejam sendo mais
cuidadosos na hora de fazerem novas concessões
de crédito, devido aos problemas criados pela
crise de internacional.
"É natural que as instituições
financeiras tenham uma posição de mais
comedimento, de precaução", afirmou
o ministro.
Contágio
Mantega disse que essa será
uma crise de longa duração, que já
atingiu a economia real, e disse esperar que a recessão
na economia mundial não se transforme de depressão
econômica.
"Será uma crise de longa
duração, uma crise de magnitude inédita.
Nós vamos ter um forte impacto na economia
real no mundo todo, Vai desacelerar fortemente. É
impressionante como o travamento do crédito
pode se transmitir rapidamente para a economia real",
afirmou.
Mantega disse que a crise impacta
menos os países emergentes como o Brasil, mas
afirmou que não se pode acreditar na "tese
do não-contágio". No Brasil, o
principal problema é a falta de crédito,
principalmente para o comércio exterior, segundo
o ministro.
"Nós temos conseqüências
no Brasil desse problema de liquidez. Houve um travamento
do crédito para o comércio exterior.
Esse crédito escasso levou a uma elevação
dos spreads. O custo financeiro está muito
elevado", afirmou.
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