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SIMPI apresenta sugestões ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social

O SIMPI (Sindicato da Micro e Pequena Indústria), representado pelo seu presidente Joseph Couri, que há muitos anos vem lutando atrás de melhorias para o micro e pequeno empresário, apresenta algumas sugestões aos representantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, ao qual o SIMPI faz parte:

Ilmo. Sr.
Ronaldo Küfner
Gerente Executivo do CDES

Solicito a V. S. a gentileza de repassar ao Sr. Ministro Jaques Wagner e demais Ministros membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, bem como a todos os conselheiros, a sugestão anexa, referente ao fim da exigência de certidões por parte do BNDES nos créditos direcionados às micros, pequenas e médias empresas. Atenciosamente,

Conselheiro Joseph Couri


Fim das exigências nos créditos

Direcionado às micro e pequenas

Senhores Conselheiros

Na reunião de 10 de novembro no CDES, acompanhamos com atenção os debates relativos ao crédito direcionado, tema sobre o qual a imprensa traz, agora, múltiplas considerações e opiniões.

Considero o tema “crédito direcionado” da maior importância, mas tenho a convicção de que o grande empecilho para as milhões de micro, pequenas e médias empresas brasileiras está no cadastro de inadimplentes, o CADIN, mecanismo que só pune os empreendedores honestos, pois só eles podendo ser enquadrados, já que sonegadores e a economia informal estão isentos de penalidades, podendo até mesmo ter acesso ao crédito oficial através de sistemas como microcrédito, banco do povo etc. Portanto, como quase todas as empresas formais de empresários honestos estão no CADIN, são elas que tem inviabilizados a obtenção de créditos para suas operações.

Ressalte-se outro grande empecilho ao nosso desenvolvimento, que é o estranho procedimento do BNDES quando se trata de financiamento de empresas através de seus agentes financeiros. Diretamente, o Banco só financia valores acima de R$ 7 milhões, atendendo pequeno número de empreendimentos e nenhum micro ou pequeno empreendimento. A imensa maioria das empresas precisa recorrer aos agentes que operam com recursos repassados pelo BNDES, pagando taxas de juros e spreads significativamente mais elevados, o que por si só já distorce as condições de igualdade competitiva nos mercados vistos como concorrenciais.

Para complicar e onerar ainda mais as empresas menores, o BNDES exige documentação de certidões antes das contratações e que ficam arquivadas pelo agente financeiro, quais sejam:

1. Certidão quanto à Dívida Ativa na União, expedida pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional;

2. Certidão Negativa de Débito – CND, obtida no INSS;

3. Certificado de Regularidade do FGTS, expedido pela Caixa Econômica;

4. Certidão Negativa de Débitos de Tributos e Contribuições Federais, expedida pela Secretaria da Receita Federal.

Nada justifica estas exigências do BNDES, simplesmente porque é o agente financeiro quem corre riscos por eventuais inadimplências, podendo, segundo suas avaliações de risco, exigir garantias. Mas não o BNDES! Ou seja, quando se trata de capital de giro – para exportações ou não – sequer existe ativo fixo para ser dado em garantia, de nada servindo certidões.

Portanto, sugiro que o crédito direcionado para micro, pequenas e médias empresas através de agentes financeiros fique isento da apresentação de certidões. Tal medida abre, de imediato, o acesso ao financiamento para milhões de empresas geradoras de empregos, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento econômico e social.

Peço a análise dos senhores para a minha sugestão, colocando-me à disposição de todos para esclarecimentos na próxima sessão do Conselho ou via e-mail. Atenciosamente,

Conselheiro Joseph Couri

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