| SIMPI assina convenções coletivas com sindicatos dos setores de vestuário e energia, que abrangem 85 mil trabalhadores em SP
O SIMPI (Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo) assinou nesta sexta-feira, 13/08, importantes convenções coletivas, abrangendo mais de 85 mil trabalhadores no Estado, dos setores de vestuário, energia e gás. As entidades envolvidas são o Sinergia-CUT (Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo), que representa mais 15 mil trabalhadores em indústrias com até 50 trabalhadores do setor de energia no Estado, reunindo eletricitários e gasistas; a CNTV-CUT (Confederação Nacional do Vestuário da CUT) e a Federação dos Trabalhadores na Indústria Coureira do Brasil que representam mais de 70 mil trabalhadores em 18 mil indústrias com até 50 trabalhadores em sua base.
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| Vestuário e a Federação Coureira - CUT |
“Este dia ficará marcado na história da CNTV-CUT, porque a convenção valerá para 14 sindicatos do Estado de São Paulo, uma reivindicação antiga. Estamos em um ano de crescimento econômico, em que é preciso pensar em mais do que aumento de salário, mas também em qualificação. Assinar com o SIMPI significa para nós aproximar trabalhadores e empresários com um só objetivo: ter melhores condições de trabalho e um funcionário cada vez mais preparado”, afirmou Cida Trajano, presidente da CNTV-CUT.
A presidente do Sindicato das Costureiras do ABC, Aparecida Leite Ferreira, também reforça a relevância do acordo: “Formamos uma categoria predominantemente feminina, que não recebia até então a devida atenção dos sindicatos patronais. Acostumadas a jornadas triplas – de mãe, esposa e profissional –, e muitas vezes sendo arrimos de família, as mulheres estão ocupando seu espaço e querem mais que salário, mas principalmente aprimoramento profissional”.
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| Sinergia - CUT |
Para José Carlos Guedes, da Federação dos Trabalhadores na Indústria Coureira do Brasil, o acordo coletivo abre as portas para o diálogo entre pessoas que vivem a mesma realidade. “As grandes empresas sempre estiveram à frente dos sindicatos patronais. Com o SIMPI, temos a certeza que estamos negociando com quem conhece o chão de fábrica, que compartilha das mesmas percepções. Dessa forma, conseguiremos, por meio do diálogo, extrair o melhor para empresas e empregados do setor”, afirmou.
A parceria com o SIMPI é essencial para quebras alguns paradigmas que perduravam há décadas na relação entre empresários e trabalhadores do setor, afirma Gentil Teixeira de Freitas, do Sindicato dos Eletricitários de Campinas (SP),. “Este compromisso vai ajudar a organizar e fortalecer a categoria em todo o Estado de São Paulo.”
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| Sinergia - CUT |
“A assinatura deste acordo entre os energéticos e o SIMPI reflete a conjuntura econômica atual, em que a sociedade aposta em um modelo de desenvolvimento sustentável, com retomada do desenvolvimento, distribuição de renda e geração de emprego”, completou Jesus Francisco Garcia, presidente do Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo.
Na opinião do presidente do SIMPI, Joseph Couri, a iniciativa é o primeiro passo para criar um círculo virtuoso. “Ao se unirem, as micro e pequenas indústrias desses setores ganham força para buscar um tratamento diferenciado em termos de crédito e competitividade. Com isso, podem oferecer condições de trabalho mais favoráveis a seus empregados, que conquistam maior poder de compra. Isso fortalece o mercado interno, que é essencial para o desenvolvimento econômico do País”.
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| Sinergia - CUT |
O SIMPI representa 216 mil micro e pequenas indústrias no Estado com até 50 empregados, responsáveis por mais de 60% dos empregos do setor.
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