Menu
 
Publicidade
Divulgue seus produtos e serviços aos Micro e Pequenos
Filie-se ao SIMPI
Seja mais um de nossos associados e utilize os serviços de apoio ao Micro e Pequeno Empresário
Vem sendo comentado ultimamente o processo de favelização das indústrias brasileiras,. As análises indicam que estão bem aquelas empresas que detêm monopólios ou integram oligopólios e cartéis porque, como podem administrar preços, estes são definidos pelos custos e margens e não conforme imposições de mercado. As indústrias que têm sido favelizadas são aquelas que se defrontam com a concorrência do mercado, que estão devidamente registradas, que obedecem à legislação e não sonegam os tributos crescentes.

Para estas empresas uma boa política industrial seria privilegiar a competência, dando igualdade de oportunidades aos empreendedores. Dividir o País em segmentações regionais ou por ramos de atividade a serem favorecidos é desconhecer a capacidade inovadora dos milhões de micro e pequenos empresários. Se houver estímulos para crescer, os benefícios devem favorecer os mais qualificados no mercado, em especial aqueles capazes de ser inovadores e competitivos no mercado global, independente de tamanho ou outro critério definido em gabinetes.

Questão fundamental para crescimento da economia e geração de emprego é a escolha de tecnologias, fator que deve entrar na estratégia do desenvolvimento do País, orientada no sentido de maximizar o número de empregos em face de diversas taxas de crescimento do PIB. Ou seja, a inserção produtiva da população deve ser feita com tecnologia competitiva, de preferência nacional, que eleve a produtividade média brasileira. Tais políticas, por evitar os processos que não agregam valor, também avaliam e eventualmente rejeitam os processos fundados na automação com equipamentos importados. Uma tecnologia industrial adequada ao Brasil é aquela que gera empregos e renda; portanto, produção para exportação e para consumo interno.

Uma política industrial efetiva deve considerar que se hoje muitos estão com débitos tributários que dificultam ou mesmo impedem a obtenção de financiamentos – informa-se que mais de 80% das empresas estão no CADIM – não deveria haver empecilhos, burocráticos ou financeiros, para quem deseja exportar, requerendo-se ajustes na legislação que rege o assunto.

Uma política industrial para micro e pequenas empresas não poderia deixar de atacar os cartéis, oligopólios e monopólios, inclusive do Estado, que funcionam como mecanismos de sucção dos recursos dos menores pela manipulação administrada de preços. Esta é uma realidade nacional e internacional. Por exemplo, o CADE – Conselho de Defesa da Economia divulgou que a OCDE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico mostrou que apenas 16 cartéis cobraram sobrepreços de US$ 16 bilhões – ou 30% - de um total de US$ 55 bilhões de comércio com países em desenvolvimento. E informou que os cartéis brasileiros cobram de 15% até 40% a mais do que o preço definido pelo mercado concorrencial.

Para termos uma política industrial séria, dentro da perspectiva das empresas menores, o combate legal aos cartéis é fundamental.

Página Inicial