| Este não
é um tema conhecido por muita gente, mas é
um adendo às questões burocráticas
já tratadas, notadamente para muitas das pequenas
indústrias.Todos estão de acordo em que
uma política nacional de meio ambiente deve ter
como objetivo preservar, melhorar e recuperar a qualidade
ambiental, mas o licenciamento não deve emperrar
as atividades econômicas das quais dependem o
emprego e a renda.
Os governos já gastam demais
e seus recursos estão esgotados pelas muitas
demandas. Para cuidar do meio ambiente, como para outras
tarefas, há falta de recursos humanos e materiais
nos órgãos responsáveis. Por conseqüência,
a demora para obtenção de uma licença
é insuportável, para muitas empresas e
empreendedores, ao que se acrescentam custos tão
altos que muitos desistem de obter o licenciamento.
As múltiplas interpretações
da lei e dos procedimentos submetem cada decisão
a controvérsias, ainda assim também sujeitas
à avaliação do Ministério
Público. Portanto, quem lida com o assunto sabe
que há muitos relatos sobre coações
de fiscais que atingem as empresas, principalmente as
pequenas, que não têm recursos nem técnicos
capazes de defender seus direitos.
Entendemos que a licença ambiental
deveria resultar de um processo simplificado que, mesmo
sendo de responsabilidade do Estado, poderia ser executado
por municípios, como em parte a lei já
permite, e por entidades privadas sem fins lucrativos,
com o que todos sairiam ganhando. A delegação
para execução dos processos de licenciamento
poderia ser feita para ONGs, sindicatos, universidades
etc, sempre de boa reputação e competência
técnica. O próprio SIMPI, face aos constantes
reclamos de seus filiados, já avaliou as possibilidades
para a sua contribuição na área,
com profissionais qualificados para execução
correta destes trabalhos, inclusive definindo métodos
ágeis para sua implementação.
Nesta proposição, o Estado
deveria deixar de ser o responsável operacional,
principalmente nos casos mais simples, assumindo a missão
de elaborar regras corretas e de controlar. Os empreendedores
e as empresas, bem como os trabalhadores, seriam beneficiados
pela ausência do Estado burocrático e pelo
surgimento de mais rapidez, eficiência, transparência
e novas oportunidades de emprego.
Também neste caso de licenciamento
ambiental – lento e caro - é uma ilusão
falar em melhorar as coisas sem dizer o que pode realmente
ser implantado em favor da modernização
e do desenvolvimento, usando forças e competências
disponíveis na sociedade.
|