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Apesar dos muitos discursos políticos, a realidade é penosa. Ser empresário é, muitas vezes, um trilhar desolador, pois, como diz a voz do povo, os políticos se elegem falando em pequena empresa mas prevalecem as exigências das grandes. Ou, como disse importante economistas brasileiro, falando sobre empréstimos para pequenos e competição mundial: “Não tem pequenininho nesta história, não tem pequenininho nenhum, só tem grande. É uma palhaçada, isso é bom para você fazer discurso em praça pública”.

Mas os empreendedores e seus pequenos negócios são a única esperança para gerar trabalho e renda, como provam as estatísticas sobre emprego, no Brasil e no mundo. E os incentivos são dados às pequenas em todo o mundo mais avançado, como na Inglaterra, na Itália, e na Espanha. Na França, em 2002, os empreendedores e suas pequenas empresas passaram a ser vistas como estratégicos para a manutenção da economia e do emprego, sendo implantadas facilidades burocráticas, financiamentos, redução de tributos e juros, com o objetivo de criar mais cinco milhões de empresas. O argumento governamental foi o de que “não se pode ficar preso à lógica das grandes corporações, pois é nas pequenas que se situam os reservatórios de expansão do valor agregado”.

De fato, teóricos do desenvolvimento econômico defendem grandes empresas porque elas têm grande escala de produção, geralmente detêm tecnologia moderna e, portanto, custos menores. Logo, seriam mais competitivas nos mercados locais e externos. Porém, em tempos de automação, este raciocínio, se isolado, além de ser obsoleto, é um perigo quando tratamos do desenvolvimento social. Ocorre que a criação de riqueza está cada vez mais na inovação, que é contínua e em aceleração, no mundo. Na concorrência capitalista deve ser dada ênfase a investimentos que produzam inovações técnicas, porque são elas as bases do crescimento econômico e da geração de novos empregos. E todos sabem que a inovação se realiza na prática cotidiana da fábrica, principalmente da pequena, com milhões de empreendedores dedicando-se a criar novidades das quais depende a sobrevivência de seus negócios e dos empregos.

Joseph Schumpeter, economista austríaco que escreveu na Alemanha e depois nos Estados Unidos, na primeira metade do século XX, ensinou: “O empreendedor é o principal responsável pelo processo criativo, sendo o impulso que aciona e mantém em marcha o motor capitalista, constantemente criando novos produtos, novos métodos de produção, novos mercados, sobrepondo-se aos antigos métodos menos eficientes e mais caros”.

No Brasil, o novo governo garantiu, por meio do Presidente e por muitos de seus ministros, que o emprego nas micro e pequenas é fundamental para a sociedade. E, portanto, múltiplas reformas e medidas seriam providenciadas para que o segmento fosse efetivamente atendido em suas necessidades de crescimento. Espera-se que estas medidas sejam efetivamente implantadas, sem delongas, pois é urgente a necessidade de tomar providências para ampliar a competitividade das empresas de pequeno porte.

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